Não é difícil de perceber os
benefícios das privatizações. Poucos que defendem a estatização se perguntam:
Qual é melhor, escola pública ou privada? Hospital público ou privado?
Condomínio com segurança particular? Entre outros que podemos constatar a
incoerência no argumento dos intelectuais marxista, políticos, algumas pessoas
da classe média e alta que se opõem às privatizações, porém, preferem que seus
filhos frequentem escolas privadas, hospitais particulares e condomínio com
segurança particular por terem o pleno conhecimento da ineficiência dos
serviços públicos.
Outro ponto que não podemos ignorar é o
avanço da sociedade e desenvolvimento tecnológico e social. Graças as empresas
privadas, que investem cada vez mais, desenvolve, facilita a vida da sociedade,
dá suporte para os meios de comunicação, assim hoje temos grandes restaurantes,
hospitais, escolas, redes sociais como o Facebook, WhatsApp que só tiveram
suporte dentro da iniciativa privada e assim facilitando a comunicação, o
desejo de concorrer e ter mais clientes as empresas buscam atraí-los, como
diz Arnaldo Jabor: "Quem não dá assistência, abre
concorrência". A interpretação é simples, conforme as empresas
concorrem uma com as outras, elas sempre buscam melhorar seus serviços, assim o
público irá atrás daquilo que melhor lhe agrada. As empresas estatais não têm
necessidade de concorrer umas com as outras e assim não precisam melhorar seus
serviços, o grande exemplo foi a Ex-União Soviética, onde todas as empresas
eram estatais, levando assim a sociedade para o atraso. Também podemos
encontrar no IMB - Instituto Ludwing Von Mises Brasil:
Por que
estatais são ineficientes
Mas a necessidade de privatização das estatais
não está apenas no campo ético. Há também argumentos técnicos e
econômicos.
Em primeiro lugar, em qualquer
empresa que tenha como seu maior acionista o Tesouro nacional, a rede de
incentivos funciona de maneiras um tanto distintas. Eventuais maus
negócios e seus subsequentes prejuízos ou descapitalizações serão
prontamente cobertos pela viúva — ou seja, por nós, pagadores de impostos,
ainda que de modos rocambolescos e indiretos.
Os problemas de haver empresas nas mãos
do estado são óbvios demais: além de o arranjo — como explicado acima — gerar
muito dinheiro para políticos, burocratas, empreiteiras ligadas a políticos,
sindicatos e demais apaniguados, a teoria também diz que uma empresa ser gerida
pelo governo significa apenas que ela opera sem precisar se sujeitar ao mecanismo
de lucros e prejuízos.
Todos
os déficits operacionais serão cobertos pelo Tesouro, que vai
utilizar o dinheiro confiscado via impostos dos desafortunados cidadãos. Uma
estatal não precisa de incentivos, pois não sofre concorrência financeira —
seus fundos, oriundos do Tesouro, em tese são infinitos.
Por que se esforçar para ser eficiente
se você sabe que, se algo der errado, o Tesouro irá fazer aportes?
Uma empresa que não é gerida
privadamente, que não está sujeita a uma concorrência direta, nunca terá de
enfrentar riscos genuínos e nunca terá de lidar com a possibilidade de
prejuízos reais. Logo, é como se ela operasse fora do mercado, em uma dimensão
paralela.
O interesse do consumidor — e até mesmo
de seus acionistas, caso a estatal tenha capital aberto — é a última variável a
ser considerada.
Como mostram os esquemas de propinas em
licitações, estatais não operam de acordo com os sinais de preços emitidos pelo
mercado. Elas não operam segundo a lógica do sistema de lucros e
prejuízos. Se uma empresa genuinamente privada se dispusesse a pagar um
preço mais alto que o de mercado para contratar empreiteiras para fazer obras,
seu capital (patrimônio líquido) seria destruído, seus acionistas se desfariam
de suas ações, o valor de mercado da empresa despencaria e, na melhor das
hipóteses, ela teria de ser vendida para outros controladores "a preço de
banana".
Por não ter uma racionalidade, uma
preocupação com lucros e prejuízos, as estatais sempre acabam seguindo os
caprichos do governo do momento, cujos políticos do partido estão em seu
comando. Consequentemente, estatais sempre estarão sob os auspícios de
uma gente cujo horizonte temporal é de no máximo quatro anos, e inevitavelmente
se transformarão em fábricas de desperdício, ineficiência, confusão e ressentimento.
Já nas empresas privadas que operam em
ambiente de livre concorrência a situação é diferente. Os sinais de
preços emitidos pelo mercado, bem como a preocupação em ter lucros e
evitar prejuízos, comandam as decisões. O sistema de lucros e prejuízos
mostra como os recursos escassos estão sendo empregados. Se corretamente,
os consumidores recompensam as empresas propiciando-lhes grandes lucros; se
erroneamente, os consumidores punem as empresas impondo-lhes
prejuízos.
Uma expansão ou um corte nos investimentos
é algo que será guiado pelo balancete das empresas. Não interessa se a
empresa é grande ou micro: ela estará sempre em busca da lucratividade. E
a lucratividade sempre será, em última instância, determinada pela decisão
voluntária dos consumidores.
Por que
as estatais devem ser privatizadas
Empresas privadas obtêm seus fundos por
meio de investidores que estão atrás de lucro (inclusive bancos) e de
consumidores que voluntariamente optam por consumir seus bens e serviços.
É essa alocação de fundos feita por consumidores e investidores, guiados por
sua presciência e preferência temporal, que vai direcionar os recursos para as
mais lucrativas — e, portanto, mais úteis — aplicações.
Empresas privadas podem adquirir seus
fundos somente por meio de consumidores e investidores; em
outras palavras, elas podem arrecadar fundos somente daquelas pessoas que
valorizam e compram seus serviços, e daqueles investidores que estão dispostos
a arriscar seu capital poupado investindo-o em algo que acreditam poder
gerar algum lucro futuro.
Ou seja: no mercado, pagamento e
serviços são coisas indissoluvelmente complementares.
Já uma estatal, que tem como principal
acionista o governo, pode conseguir o tanto de dinheiro que quiser. O
governo não possui rédeas sobre si mesmo; ele não está sob a exigência de
satisfazer o teste de lucros e prejuízos que mede a qualidade do serviço
ofertado a seus consumidores, algo que, no mercado, é o que permite a uma
empresa obter fundos.
Empresas privadas — aquelas que operam
em um ambiente de genuína livre concorrência, sem receber subsídios, benefícios
e proteções do governo — podem adquirir seus fundos apenas de consumidores
satisfeitos e de investidores guiados pelo mecanismo de lucro e prejuízo.
Já uma estatal pode adquirir seus
fundos de acordo com a vontade dos políticos que estão no governo.
Uma vez que não há rédeas, deixa de
haver também qualquer chance de o governo alocar recursos racionalmente.
Assim como o governo não é capaz de saber se deve construir a estrada A ou a
estrada B, ou se deve "investir" em uma estrada ou em uma escola, ele
também não sabe se deve produzir mais eletricidade, ou se
deve prospectar mais petróleo, ou se deve alterar seu serviço de
entrega de cartas.
Com efeito, não há como o governo saber
o quanto deve gastar em todas as suas atividades em que está
envolvido. Simplesmente não há maneira racional de o governo alocar
fundos ou mesmo decidir o quanto ele deve ter. O sistema de lucros e
prejuízos serve como guia crítico para direcionar o fluxo de recursos
produtivos. Tal guia não existe para o governo, que não possui uma
maneira racional de decidir o quanto de dinheiro ele deve
gastar, seja no total ou em algum setor em específico.
Defensores de empresas estatais podem
contra-argumentar dizendo que o governo poderia simplesmente dizer a seus
burocratas para agirem como se estivessem em uma empresa em
busca de lucros e que operassem da mesma maneira que uma empresa privada.
Mas há dois defeitos nessa teoria.
Primeiro, é impossível brincar de
empresa. Empreender significa arriscar o próprio dinheiro em um
investimento. Burocratas e políticos não têm incentivo real em
desenvolver habilidades empreendedoras, em se ajustar de fato às demandas
do consumidor. Eles não arriscam a perda do próprio dinheiro no
empreendimento.
Segundo, fora a questão dos incentivos,
mesmo os mais ávidos administradores estatais não poderiam operar
como se fossem empreendedores privados. Independente do tratamento
concedido ao empreendimento após ela já ter se estabelecido, a criação da
empresa é feita com dinheiro de impostos — portanto, por meio da tributação
coerciva. Essa empresa estatal já nasceu com um grave defeito
"enraizado" em seus órgãos vitais. "
É simples e fácil imaginar o porquê das
privatizações serem necessárias, além de evitar altos índices de corrupção,
quando uma empresa privada quebra, quem paga a conta são os donos, empresário;
quando uma estatal quebra, quem paga são todos nós, pagadores de impostos, o
povo brasileiro, acabando assim: altos índices de aumento de impostos cada vez
mais abusivos, o governo jogará a conta nas costas do contribuinte, para
recuperar a empresa e também cairá o nível de confiabilidade das empresas e o
enfraquecimento como no caso da Petrobras. Solução? Privatize já!

Meu amigo, concordo em parte. Concordo que em grande maioria as escolas e hospitais particulares são sem dúvidas melhores que nossos órgãos públicos! Mas o imposto absurdo que a gente paga não é colhido para melhorar tais órgãos? Chamo-o de nossos porque sai do nosso próprio suor todo centavo que ali é prestado! Privatizando muitos dos nossos órgãos, creio que vamos enriquecer um pequeno grupo de pessoas, e eles deixam de ser nossos, ou público. Nós não teremos tanta voz como temos por direito como do jeito que está.
ResponderExcluirParabéns pelo blog! Abração!
Caro Segundo Moraes, gosto muito de conversar com você por ser uma pessoa que fica no campo das ideias, é sempre claro em seus posicionamentos, apesar de nossos pontos contrários sempre é possível debate-los com você. Bem, vamos na questão, eu acredito que os impostos absurdos que pagamos deveria sim melhor tais órgãos, mas não é o que acontece, quando é público é muito mais fácil de ocorrer corrupção (independente de partido ou ideologia política) pois ele não irão se preocupar, no caso de empresas particulares o empresário não fará, pois estará colocando em risco todo o investimento. Por outro lado é necessário que exista instituições publicas, pois a mudança deve ser gradual de acordo com o desenvolvimento da sociedade, mas não se pode privatizar de qualquer jeito, primeiro é necessário diminuir os impostos isso terá um grande efeito: diminuirá o preço das mercadorias nos supermercados, o empresário poderá contratar mais pessoas, diminuir o preço da gasolina, coisas básicas do dia-dia, assim as pessoas com poucas condições poderão comprar mais coisas, pois o tanto de impostos que os empresário tem que pagar, eles repassam para o consumidor final. No caso das escolas, é a mesma regra, é necessário que exista escolas públicas, para mudança gradual, pois há muitas coisas para mudar, mas com a diminuição dos impostos diminuirá o valor das escolas particulares, as pessoas em geral terão condições se assim desejar de colocar em escolas particulares ou deixar em públicas, com a diminuição dos impostos, terá aumento de iniciativas privadas, quanto mais concorrente, mais eles tendem a diminuir o valor para atrair a pessoas e melhorar a qualidade do serviço, pois o capitalismo é troca voluntária, tu paga por aquilo que lhe agrada. Não iremos enriquecer um pequeno grupo, mais pessoas terão a oportunidade de montar negócios próprios, facilitará para toda sociedade, sem monopólio. Não deixará de ser nosso, com tanto, que devemos dar prioridade para as nacionais. No caso da voz, teremos o sistema judiciário que é guardião da lei, já há leis para punir empresas irregulares e que não prestam um bom serviço e protege os trabalhadores, teremos mais direito de cobra-los, pois o público por ser do nosso dinheiro, ainda que cobremos, eles continuaram a receber do nosso dinheiro de uma forma ou de outra, na privada tu decide nunca mais utilizar os serviços e a justiça também pode puni-los. Se você "ameaçar" o empresário de deixar de utilizar seus serviços, eles não querem perder lucro, logo, resolvem o problema. Abração Irmão!
Excluir