18/08/2015

Inflação - O peso em sua vida.




Uma coisa muito importante que devemos entender é a Inflação - Aumento no nível de preços. A importância dela é visível em nosso cotidiano, principalmente nos supermercados, quando olhamos aquele produto básico e nos deparamos com um novo preço a cada ida ao supermercado.  Esse efeito é o que chamamos de inflação, exatamente por isso que o governo deve se preocupar em combate-la, pois é nos produtos básicos que o povo brasileiro mais sente a diferença, independente de classe social. 


Há várias maneiras de serem medidas, pois nem todos sentem a inflação da mesma forma. Ela se mede com base em índices, avaliam os bens de serviços que são considerados mais importantes para a população. Veremos abaixo os seguintes itens. Extraído do (G1 - Economia):



Por que existem tantos índices de inflação?          

Há vários índices que mostram o quanto os preços sobem ou descem em determinados períodos. Cada índice aponta uma inflação “diferente”: isso acontece porque a alta de preços não atinge todo mundo da mesma forma. Quem tem carro, por exemplo, vai sentir mais no bolso a alta da gasolina; quem come mais carne vai sentir mais se esse produto subir.
Assim, os diferentes índices usam, no cálculo, faixas de renda diferentes, regiões diferentes, itens diferentes e até períodos diferentes. Isso contribuiu também para tornar mais segura a medição, já que há fontes diferentes calculando a inflação.


IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) Calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), apura os preços mensais de todo o processo produtivo: matérias-primas agrícolas e industriais, produtos intermediários e bens e serviços finais e preços de construção. É parte da cesta que corrige os preços de telefonia.


IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) Semelhante ao IGP-DI, verifica preços do comércio no atacado, no varejo e na construção civil, pesquisados entre o dia 21 do mês anterior e 20 do mês de referência. É usado na correção de contratos de aluguel e tarifas de serviços públicos.


IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) Calculado pelo IBGE, aponta mensalmente a variação do custo de vida médio de famílias com renda mensal entre 1 e 40 salários mínimos das 11 principais regiões metropolitanas do país. Os preços são coletados em mais de 28 mil comércios visitados pelos pesquisadores.


INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) Semelhante ao IPCA, ele verifica a variação do custo médio das famílias com rendimento familiar médio entre 1 e 5 salários mínimos. Indica as variações de preços nos grupos mais sensíveis, que gastam todo rendimento em consumo corrente (alimentação, remédio, etc.).


IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal) Verifica preços de 388 itens a cada 10 dias. Donas de casa treinadas pesquisam preços de alimentação no domicílio, produtos de limpeza, higiene e serviços; e funcionários da FGV fazem consulta mensal de bens e serviços da cesta básica do IPC.


IPC – Fipe Calcula semanalmente os preços de 468 itens consumidos por famílias de que recebem entre 0 e 10 salários na cidade de São Paulo.


No Instituto Ludwig von Mises podemos encontrar outras maneiras de lidar com a inflação. Devemos entender toda engrenagem e o efeito que a Inflação tem em diferentes setores, diferentes pessoas e como lidar com ela. Segundo o Instituto Ludwig Von Mises:


“Quando se fala de "nível dos preços", a imagem que as pessoas formam mentalmente é a de um liquido que sobe ou desce, segundo o aumento ou a redução de sua quantidade, mas que, como um líquido num reservatório, eleva-se sempre por igual.  Mas, no caso dos preços, nada há que se assemelhe a "nível".  Os preços não se alteram na mesma medida e ao mesmo tempo.  Há sempre preços que mudam mais rapidamente, caem ou sobem mais depressa que outros.  E há uma razão para isso.  Considerem o caso do funcionário público que recebeu parte do novo dinheiro acrescentado à oferta de dinheiro.  As pessoas não compram num mesmo dia precisamente as mesmas mercadorias e nas mesmas quantidades.  O dinheiro suplementar que o governo imprimiu e introduziu no mercado não é usado na compra de todas as mercadorias e serviços.  É usado na aquisição de certas mercadorias, cujos preços subirão, ao passo que outras continuarão ainda com os preços de antes da introdução do novo dinheiro no mercado.  De sorte que, quando a inflação começa, diferentes grupos da população são por ela afetados de diferentes maneiras.  Os grupos que recebem o novo dinheiro em primeiro lugar ganham uma vantagem temporal.


O governo, quando emite dinheiro para custear uma guerra, tem de comprar munições.  Os primeiros a receber o dinheiro adicional são, então, as indústrias de munição e os que nelas trabalham.  Esses grupos passam a ocupar uma posição privilegiada.  Auferem maiores lucros e ganham maiores salários: seus negócios prosperam.  Por quê?  Porque foram os primeiros a receber o dinheiro adicional.  E, tendo agora mais dinheiro à sua disposição, estão comprando mais.  E compram de outras pessoas, que fabricam e vendem as mercadorias que lhes interessam.  Estas outras pessoas constituem um segundo grupo.  E este segundo grupo considera a inflação muito benéfica para seus negócios.  Por que não? Não é esplêndido vender mais? E o proprietário de um restaurante situado nas vizinhanças de uma fábrica de munições, por exemplo, diz: "é realmente maravilhoso! Os trabalhadores do setor de munições estão com mais dinheiro; estão frequentando meu estabelecimento como nunca; estão todos prestigiando meu restaurante; isto me deixa muito feliz".  Não vê razão alguma para se sentir de outro modo. (...) O mais importante a lembrar é que a inflação não é um ato de Deus, que a inflação não é uma catástrofe da natureza ou uma doença que se alastra como a peste.  A inflação é uma política, uma política premeditada, adotada por pessoas que a ela recorrem por considerá-la um mal menor que o desemprego.  Mas o fato é que, a não ser em curtíssimo prazo, a inflação não cura o desemprego.  A inflação é uma política.  E uma política pode ser alterada.  Assim sendo, não há razão para nos deixarmos vencer por ela.  Se a temos na conta de um mal, então é preciso estancá-la.  É preciso equilibrar o orçamento do governo.  Evidentemente, o apoio da opinião pública é necessário para isso.  E cabe aos intelectuais ajudar o povo a compreender. Uma vez assegurado o apoio da opinião pública, os representantes eleitos do povo certamente terão condições de abandonar a política da inflação.”


É importante criar uma conscientização política na sociedade que atualmente prefere ficar distante e não se preocupa com o peso que a política tem e suas vidas, deixam seus “representantes” dizerem o que querem e como querem e não cobram soluções. Não se preocupam com o peso do Estado maior tem em seu cotidiano. “O povo brasileiro odeia os políticos e ama o Estado.” (Rodrigo Constantino)



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